Fisioterapia evita fibrose muscular e ajuda a impedir acúmulo de lesões


As lesões musculares são acidentes muitas vezes provocados pela prática esportiva ou também por atividades de lazer ou laborais. Quem já teve uma sabe que é um processo doloroso e muitas vezes incapacitante, dependendo da severidade do trauma. Geralmente, uma lesão muscular requer um período de cerca de três semanas para uma cicatrização, podendo eventualmente exigir um período mais longo quando o quadro é mais grave.

O processo de cicatrização de uma lesão, se caracteriza pela formação de um tecido com características diferentes do tecido muscular propriamente dito. Este tecido cicatricial é predominantemente de tecido conjuntivo e além de não ser tecido contráctil como o tecido muscular, apresenta uma menor flexibilidade.

Esta cicatrização da lesão no músculo pode se transformar no que chamamos de fibrose cicatricial. Quando esta fibrose aparece no músculo, o mesmo se torna mais vulnerável a uma nova lesão. A maior vulnerabilidade decorre principalmente da perda de flexibilidade.

Usando um exemplo simples é como se imaginássemos um elástico no qual seja grudada uma gota de cola. A consequência lógica é que este elástico perderia flexibilidade. A gota de cola representaria a fibrose, e fica fácil de entender que a chance do elástico romper quando estirado é muito maior com a gota de cola grudada. Isto muitas vezes explica a reincidência de lesões num mesmo músculo, e o que na verdade ocorre não é uma nova ruptura no mesmo ponto, e sim no ponto adjacente à fibrose, por comprometimento da flexibilidade.

O diagnóstico da existência de fibrose é feito principalmente com o ultrassom do músculo e sua identificação é fundamental para o tratamento. O mais importante, entretanto, é que se evite a formação de fibroses. Quando ocorre uma lesão muscular, o tratamento fisioterápico adequado é fundamental para que a lesão não forme uma fibrose cicatricial e comprometa tanto a força quanto a flexibilidade do músculo.

Lesão muscular precisa de fisioterapia e não somente do “desuso” do músculo. O tratamento adequado não só evita a fibrose como também evolui com o fortalecimento adequado para evitar que fique como sequela um desequilíbrio muscular.

FONTE: http://goo.gl/wc5Zn9

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